quarta-feira, 25 de março de 2015

A interdisciplinaridade em prol do bem-estar e crescimento

Hoje venho falar sobre minha colaboração num dos artigos do blog do Coach e parceiro de trabalho, Henrique Ouro. Nele, falo sobre a importância da interdisciplinaridade e parcerias entre diferentes áreas de atuação em prol da saúde, bem-estar e crescimento daqueles que nos procuram afim de mudar e melhorar suas vidas.
É importante para toda e qualquer atuação, reconhecer seus limites e possibilidades, ter a humildade de reconhecer até onde é possível fazer algo por seu cliente, e em que momentos é necessário dar um encaminhamento diferente para melhor ajudá-lo em seu processo.
No que diz respeito ao trabalho de Coaching e Psicoterapia, os resultados vindos dessa parceria podem ser excelentes, tanto a curto quanto a longo prazo.
(...) como toda e qualquer forma de trabalho que envolva o contato direto com o ser humano, o Coaching também tem suas próprias limitações e, eventualmente, o processo esbarra nesses limites. É possível que durante o processo, surjam algumas questões do Coachee que demandem um olhar mais demorado e uma escuta diferenciada. Muitas vezes os fatores e comportamentos que são identificados no processo como sendo os “sabotadores” desta pessoa, têm uma raiz mais profunda e, por mais que sejam traçadas ações no sentido de driblar essas questões, é como se ficasse “uma ponta solta” que continua impedindo o Coachee de avançar ainda mais. É aí que o Psicólogo e a psicoterapia podem entrar como parceiros desse processo.
Confiram o artigo completo: http://henriqueouro.com/coaching-e-psicoterapia-parceria-para-o-crescimento-e-bem-estar/ 


segunda-feira, 23 de março de 2015

O corpo em terapia

Na história da Psicologia, foi a Psicanálise a primeira vertente a abordar os aspectos psicossomáticos de distúrbios psíquicos. No entanto, após algum tempo de atuação, mesmo alguns discípulos de Freud começaram a questionar o fato de que o conhecimento racional das razões ou motivos pra que tais manifestações e sintomas físicos existissem, não faziam com que eles desaparecessem, ou ainda, que as desordens psíquicas de fato abrandassem. 
Foi aí que Reich decidiu ir mais a fundo, trazendo a noção de que os padrões psíquicos aparecem em nosso corpo através de nossa postura e até mesmo de nosso biotipo. Para ele, nossas dores, prazeres, tristezas, alegrias, ficam registradas em nosso corpo; o corpo responde às emoções.
Ainda segundo a proposta de Reich, para sentir menos dor e sofre menos no passado, o indivíduo acaba dessensibilizando-se (suas emoções e seu corpo), mas pra isso, faz uso de um mecanismo que não encontra, posteriormente, senso de discriminação. Ou seja, ao se dessensibilizar para se proteger da dor, acaba dessensibilizando-se para tudo, diminuindo inclusive a capacidade do organismo para sentir prazer.
Em Gestalt-terapia, a doença pode ser entendida como um sentimento de desconexão em relação ao corpo e ao mundo. Pelo fato de o nosso corpo ser uma manifestação viva do aqui-e-agora (momento presente), trabalhá-lo de forma consciente, atentando para as mensagens que ele nos fornece e escutando-o de fato, é trabalhar de forma integral. Toda mudança operada em qualquer um dos campos da pessoa - social, psicológico e/ou corporal - influi nos outros campos, por se tratar de um todo.Tudo que envolve o ser humano influencia seu comportamento, adoecimento, felicidade.
Dessa forma, pra um trabalho completo, eficaz, é necessário que o processo psicoterapêutico saia de seu "lugar comum" e trabalhe não somente com a "mente" e os aspectos "racionais", mas com e através do corpo, visto que somos um corpo, é com e através dele que nos manifestamos no mundo, que expressamos nossas emoções e sentimentos.

terça-feira, 17 de março de 2015

Integrar para Restaurar

A visão integrativa ou holística pressupõe o olhar e compreensão sobre o todo (Holos, do grego = todo, completo). De acordo com essa compreensão de mundo o todo é diferente da simples soma de suas partes. Ou seja, não é possível separar nenhuma dessas partes para observá-la, sem que se perca o sentido global do que está acontecendo.
Uma pessoa só pode ser compreendida levando-se em consideração o campo onde está inserida – como se relaciona com e no campo, que nada mais é do que seu contexto. Enquanto seres-no-mundo, somos parte desse campo. Cada uma das "partes" de nossas vidas se interrelacionam umas com as outras, afetam e são afetadas pelo que nos acontece, por nossas vivências e lembranças, por nossos sentimentos.

“Pelo método holístico, nenhum tipo de experiência deve ser excluída, ao se estudar os seres vivos – toda e qualquer forma de experiência é válida para o entendimento global do funcionamento deste ser”; (...) “o sentido de ser só é possível através da experiência conjunta de existências com os outros e no mundo” (Teoria Organísmica, Patrícia V. de A. Lima, pg.2).
Pensar numa abordagem integrativa de terapia, é ter a clareza de que corpo-mente-espírito são uma coisa só, e quando algum desses "elementos" ou "partes" entra em desequilíbrio, o todo que somos entra também em desequilíbrio, e, muitas vezes, na busca por retomar esse equilíbrio, se reorganiza para que continue funcionando da melhor maneira possível. Isto se dá em todos os aspectos - fisiológicos ou psicológicos.
Pensar de forma integrativa é ter a certeza de que somos hoje o resultado de nossas vivências, experiências, relações e lembranças. De que somos afetados e afetamos o nosso entorno (família, amigos, bairro, cidade, país). Tudo está interrelacionado e interligado.
Nesse sentido, o processo psicoterapêutico de abordagem integrativa busca a compreensão do ser humano como esse todo que ele é. Busca compreender de que forma ele se ajustou ao mundo, como precisou se reorganizar para viver da melhor maneira possível, que maneiras encontrou de sobreviver? É somente através da integração dessas "partes" de nós que foram perdidas, deixadas para trás ou que simplesmente deixamos de perceber, que se torna possível a restauração em um todo coeso, que nos traga real satisfação.