A visão integrativa ou holística
pressupõe o olhar e compreensão sobre o todo (Holos, do grego = todo,
completo). De acordo com essa compreensão de mundo o todo é diferente da
simples soma de suas partes. Ou seja, não é possível separar nenhuma dessas partes
para observá-la, sem que se perca o sentido global do que está acontecendo.
Uma pessoa só pode ser
compreendida levando-se em consideração o campo onde está inserida – como se
relaciona com e no campo, que nada mais é do que seu contexto. Enquanto seres-no-mundo,
somos parte desse campo. Cada uma das "partes" de nossas vidas se
interrelacionam umas com as outras, afetam e são afetadas pelo que nos
acontece, por nossas vivências e lembranças, por nossos sentimentos.
“Pelo método holístico, nenhum
tipo de experiência deve ser excluída, ao se estudar os seres vivos – toda e
qualquer forma de experiência é válida para o entendimento global do
funcionamento deste ser”; (...) “o sentido de ser só é possível através da
experiência conjunta de existências com os outros e no mundo” (Teoria
Organísmica, Patrícia V. de A. Lima, pg.2).
Pensar numa abordagem integrativa
de terapia, é ter a clareza de que corpo-mente-espírito são uma coisa só, e
quando algum desses "elementos" ou "partes" entra em
desequilíbrio, o todo que somos entra também em desequilíbrio, e, muitas vezes,
na busca por retomar esse equilíbrio, se reorganiza para que continue
funcionando da melhor maneira possível. Isto se dá em todos os aspectos -
fisiológicos ou psicológicos.
Pensar de forma integrativa é ter
a certeza de que somos hoje o resultado de nossas vivências, experiências,
relações e lembranças. De que somos afetados e afetamos o nosso entorno
(família, amigos, bairro, cidade, país). Tudo está interrelacionado e
interligado.
Nesse sentido, o processo
psicoterapêutico de abordagem integrativa busca a compreensão do ser humano
como esse todo que ele é. Busca compreender de que forma ele se ajustou ao
mundo, como precisou se reorganizar para viver da melhor maneira possível, que
maneiras encontrou de sobreviver? É somente através da integração dessas
"partes" de nós que foram perdidas, deixadas para trás ou que
simplesmente deixamos de perceber, que se torna possível a restauração em um
todo coeso, que nos traga real satisfação.
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