Quando lidamos com um rótulo que alguém nos dá ou que nós mesmos nos damos, o incorporamos à nossa vivência, à nossa realidade e a quem somos (ainda que seja para repudiá-lo). Quando lutamos contra uma determinada característica nossa considerada por nós mesmos ou pelo outros, como uma característica ruim, acabamos por reforçá-la ainda mais, seja na percepção que o outro têm de nós, seja em nossa própria percepção de nós mesmos. Ou seja, na ânsia de mudarmos algo em nós mesmos, muitas vezes acabamos reforçando esse algo de que tanto desejamos nos livrar.
Mas e se fôssemos genuinamente aceitos por aquilo que somos, será que teríamos a necessidade de provar qualquer coisa? E não tendo essa necessidade, será que permaneceríamos agindo conforme o rótulo?
Quando somos de fato aceitos em nossa singularidade, tal qual somos, sem julgamentos, nos vemos livres para sermos o que quer que sejamos ou que possamos ser. É o que chamamos na psicologia de Teoria Paradoxal da Mudança. Os rótulos de antes deixam de fazer sentido e você passa a se questionar se você realmente é tudo aquilo que acredita/acreditava ser, ou se você só se acredita sendo assim por ter se construído a partir das percepções e julgamentos dos outros e de si mesmo a seu respeito.
Pensem nisso!

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