Cada vez mais tem sido comum
encontrar pessoas insatisfeitas com as limitações de tratamentos médicos e
terapêuticos convencionais. Por outro lado, tem sido também cada vez maior o
interesse de profissionais da saúde em expandir seus horizontes de tratamento.
O resultado dessa busca de ambos os lados (pacientes e médicos/terapeutas) está
na Medicina Integrativa ou Terapia Integrativa/Complementar. Ela soma o
conhecimento médico convencional do Ocidente a práticas criadas há milhares de
anos no Oriente.
Estes dois extremos começaram a
se juntar nos anos 80, com a criação de núcleos dedicados ao assunto em
universidades e hospitais dos EUA e da Inglaterra. Em 1996 o governo federal
lançou uma Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares para
incentivar o uso dessas abordagens no País.
No entanto, essas mudanças de
paradigmas causam desconforto. Médicos e
Psicólogos percebem que existem outros jeitos de fazer o que eles aprenderam na escola. Há aqueles profissionais que decidem estudar essas novas práticas, integrar conhecimentos em prol da saúde e bem-estar de seus pacientes, e há os que resistem, desvalorizam e desacreditam tais práticas, muitas vezes por puro preconceito ou ignorância. Essa resistência tem raízes culturais e de mercado. As práticas que hoje são chamadas de integrativas ficaram bastante populares a partir da década de 60, quando eram “alternativas”. Nessa época, esse termo era associado à contracultura e ao grupo que representava essa revolução de comportamento: os hippies. Hoje em dia, o termo foi trocado para “integrativa”, pois a palavra “alternativo” significa um ou, como se a ideia fosse tratar a depressão com aromaterapia,
por exemplo, e deixar a medicina convencional de lado. A proposta da medicina/terapia
integrativa é associar conhecimentos e técnicas terapêuticas em benefício do
paciente; usar um e outro.
A Terapia Integrativa trata o ser
humano como um todo, e não em suas partes. Corpo, mente e espírito são uma
coisa só. Outra característica importante é que além de diminuir a necessidade
e quantidade de medicamentos e o custo do tratamento, há o cuidado com outros
aspectos relacionados ao bem-estar do paciente que não estejam diretamente
ligados à doença (qualquer que ela seja). “A pessoa com câncer não tem só um
tumor. Ela está abalada emocionalmente, preocupada com família,
dinheiro...temos que lidar com essas dimensões humanas também” (Cutait). Porém,
como dito anteriormente, essa mistura de práticas, técnicas e conhecimentos,
envolve uma grande mudança de paradigmas, adaptações e concessões de ambos os
lados. É preciso conhecer, se informar e buscar a ética e respeito ao paciente
acima de tudo! O que se sabe com certeza é que o custo-benefício de associar
conhecimentos e práticas em saúde é enorme!
(Resumo do artigo O caminho do meio, Dossiê Revista Superinteressante Medicina Alternativa - Edição 47-A, Abril/2014).

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