quarta-feira, 1 de abril de 2015

Saúde e doença como processos - nossa responsabilidade com ambos

A área dos cuidados com a saúde começa a experimentar uma profunda mudança. Cada vez mais as pessoas buscam de modo autônomo a saúde, a transformação de uma profissão, novos modelos de ciência, enfim, uma mudança de paradigma.
Um dos problemas médicos atuais mais comuns é a doença "causada pelo médico", ou seja, a doença resultante de complicações cirúrgicas, medicação errada, efeitos colaterais de remédios e outros tratamentos e dos debilitantes efeitos da hospitalização.
Ainda que de forma relativamente lenta, cada vez mais fica claro que o bem-estar não pode ser ministrado como medicação, aplicado nas veias ou tomado às colheradas. O bem-estar emana da matriz corpo-mente, reflete harmonia psicológica e somática.

Conflitos que não são enfrentados de modo consciente podem causar danos físicos quase que de tantas maneiras como o número de pessoas que existem. O câncer, por exemplo, representa uma falha do sistema imunológico. Em diferentes momentos de nossas vidas, quase todos temos células malignas que não se transformam em câncer clínico porque o sistema imunológico se encarrega delas eficientemente. Dos fatores psicológicos implicados no câncer, o mais evidente é a emoção reprimida. Se escondermos segredos de nós mesmos - conflitos não examinados, anseios reprimidos -, a doença pode obrigá-los a despertarem.
Com o passar dos anos, o corpo se torna uma autobiografia ambulante, falando a amigos e estranhos sobre pequenas e grandes tensões na vida. Distorções de funções, ocorridas após ferimentos, como a limitação dos movimentos em um braço ferido, se tornam parte permanente do padrão do corpo. A musculatura reflete não apenas velhos ferimentos, mas também velhas ansiedades. Atitudes de timidez, depressão, arrogância ou estoicismo, adotadas cedo na vida, se encerram em nosso corpo como padrões no sistema sensório-motor.
Se o corpo-mente é um processo, então a doença é também um processo...e assim é também a saúde. Saúde e doença não nos acontecem, simplesmente. São processos ativos induzidos pela harmonia ou desarmonia interior, influenciados pelo nosso estado de consciência, nossa capacidade ou incapacidade de tirarmos partido das experiências. Este reconhecimento traz de modo implícito responsabilidade e oportunidade. Se estamos participando, ainda que de forma inconsciente, no processo da doença, podemos então optar pela saúde.  (Síntese do capítulo sobre saúde do livro "A conspiração Aquariana", de Marilyn Ferguson. Ed. Record)
É nesse sentido que um trabalho psicoterapêutico que englobe essa relação e essa matriz corpo-mente pode ser de extrema valia. Se aprendermos a identificar, reconhecer e prestar atenção a esses conflitos interiores, a velhos padrões de respostas às situações, poderemos resolvê-los e lidar com eles de forma menos drástica à nossa saúde.

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